Começou o mês do grunge. Ou melhor, dia 24 de setembro vai fazer 20 anos que o Nirvana lançou Nevermind e o mundo pop passou a se importar com aquela mistura sonora que remetia ao encontro do Led Zeppelin com o Sex Pistols influenciado pelo indie rock do Pixies, que saía de Seattle e vestia camisa de lenhador. Então, corrigindo, começou o mês em que o mundo todo vai reverenciar as duas décadas do lançamento do álbum de rock mais importante dos anos 90, gravado pela banda de Kurt Cobain (vocal, letras, guitarra), Krist Novoselic (baixo) e Dave Grohl (bateria).
Por aqui, a gente começa a surfar nesta onda pelo DVD do documentário que conta a história da banda de Grohl, Foo Fighters: Back and Forth, lançado em edição nacional.
Com o fim do Nirvana, e depois de escrever e gravar só todas as faixas do que foi o primeiro disco do Foo Fighters, Dave Grohl recrutou amigos para fazer shows de seus sons, entre eles o guitarrista Pat Smear, integrante não-oficial do Nirvana. A partir de 1995 ele deixou de ser o baterista poderoso da maior banda da década para se transformar em um líder carismático de outro grande grupo, não exatamente original e nem tão brilhante, mas que faz rock com belas melodias, intensidade e paixão.
Foo Fighters: Back and Forth, que estreou durante o festival de música e cinema South by Southwest, em março, no Texas, conta a história da banda com depoimentos dos integrantes e ex-integrantes e cenas de shows e dos divertidíssimos videoclipes, marca registrada do Foo Fighters.
As tensões internas no Foo Fighters, ao longo dos anos, sobretudo quando Grohl explica algumas trocas de músicos, com depoimentos dos próprios músicos demitidos, estão entre os momentos mais interessantes de Foo Fighters: Back and Forth. De alguma forma, elas revelam o quanto o mecanismo de uma banda importante de rock se assemelha a de qualquer núcleo familiar, movido pelas paixões e alternando momentos entre a glória, o desgaste e o tédio da repetição – no caso do Foo Fighters, temporadas de muitos shows e estrada –, e como isso tudo influencia diretamente na produção artística da banda.
Este ano foi lançado o álbum Wasting Light, sétimo de estúdio, e que alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos, por faixas como “Rope”.
Cotado para voltar ao Brasil em 2012, o Foo Fighters tocou por aqui no Rock in Rio 3, dia 13 de janeiro de 2001 – depois de Cássia Eller, Fernanda Abreu, Barão Vermelho e Beck, e antes do R.E.M. Líder de uma enquete promovida pelo site do festival, a banda se apresentou no dia do aniversário de Grohl, que recebeu homenagem, no palco, de sua mulher, Melissa Auf der Maur, na época integrante do Hole – além do vocalista, a formação tinha Nate Mendel (baixo), Chris Shifflet (guitarras), e Taylor Hawkins (bateria).
Fonte: Criativa

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