domingo, 14 de agosto de 2011

Apneia do sono deve ser tratada com aparelho por toda a vida

Pessoas que sofrem de apneia obstrutiva do sono - o distúrbio que se caracteriza pela interrupção da respiração várias vezes durante o sono - e precisam de aparelho CPAP (sigla em inglês de pressão positiva contínua nas vias aéreas) têm menos qualidade de vida quando suspendem o tratamento. É o que aponta um estudo coordenado pela equipe de Malcolm Kohler, do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital Universitário em Zurique, na Suíça, e publicado na edição on line da revista científica "Journal of Respiratory and Critical Care Medicine".

- Nos indivíduos com apneia costuma se indicar o uso de CPAP, mas a suspensão desta terapia está associada a uma rápida recorrência do problema, como sonolência em poucos dias - disse Kohler. - Cerca de 14 dias após a retirada da máscara de CPAP, os pacientes apresentaram um aumento considerável da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de deterioração da função vascular.

Esta função piorou consideravelmente no grupo em que os médicos retiraram a CPAP. Os autores também detectaram um aumento significativo das catecolaminas (tipo de enzima) na urina, o que indica ativação do sistema nervoso simpático em condições estressantes, tais como nervosismo e ansiedade graves. A conclusão é que a suspensão do tratamento, mesmo por um curto período - na pesquisa foram duas semanas - teve efeito negativo no sistema cardiovascular.


- Nosso estudo também sugere que os pacientes que sofrem de apneia obstrutiva do sono não devem deixar de usar os seus aparelhos, mesmo nas férias - alerta Kohler.

Um dos sintomas de apneia do sono é a sonolência durante o dia, acompanhada de cansaço. Muitas vezes as pessoas tendem a atribuir esta queixa ao estresse. O diagnóstico pode ser confirmado com a consulta clínica e a realização de exames, como a polissonografia. O excesso de peso pode desencadear o distúrbio, que fragmenta o sono e tem consequências graves para a saúde, podendo resultar até mesmo em infarto. E a hipertensão que não se consegue controlar com medicamentos também pode estar relacionada a noites mal dormidas.


Fonte: Época

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